Desert Trip – um festival de clássicos e de apresentações surpreendentes

desert trip2Apesar de ter artistas já conhecidos há muitas décadas do público, o festival Desert Trip, que aconteceu no final de semana passado (dias 7, 8 e 9 de outubro) no deserto de Indio, na Califórnia, foi palco de apresentações inéditas destes grandes nomes do Rock.

As surpresas começaram já no dia 7 de outubro. Os Rolling Stones encerraram a primeira noite com uma cover de “Come Together”, dos Beatles. Foi a primeira vez que o grupo formado por Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts reinterpretou uma canção do Fab Four.

Antes de interpretarem a canção, Jagger disse: “Isso pode parecer estranho para vocês. Nós vamos fazer uma cover de uma banda um tanto quanto desconhecida. Acho que vocês devem se lembrar [deles], nós vamos arriscar uma cover de uma das faixas deles.”

A versão foi executada com um extenso solo de guitarra tocado por Wood e Richards além de Jagger acompanhar com um solo de gaita.

Além do cover dos Beatles, a banda também desenterrou “Mixed Emotions”, do disco Steel Wheels (1989). A canção, que foi tocada em um show de aquecimento em Las Vegas, no início da semana passada, não era apresentada ao vivo desde 1990.

Já o público que lá estava na segunda noite do festival pode presenciar Paul McCartney e Neil Young se unindo para apresentarem, juntos, duas músicas dos Beatles: “A Day in the Life” e, pela primeira vez em todos os tempos, “Why Don’t We Do It in the Road?”.

As performances conjuntas aconteceram durante o show de Paul McCartney, o último da segunda noite de Desert Trip, o festival que também reúne Rolling Stones, Roger Waters, The Who e Bob Dylan. Young, que tocou antes do ex-Beatle, foi acompanhado pela banda Promise of the Real.

McCartney apresentou Young como “verdadeiramente um grande amigo nosso que conheci ao longo os anos”.

A primeira performance em conjunto foi a clássica canção de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967), seguida por uma inesperada versão de “Give Peace a Chance”, de John Lennon, e depois pela surpreendente execução de “Why Don’t We Do It in the Road?”. “Vamos lá, Neil, você tem que fazer um solo nessa”, disse McCartney a Young, que entregou um solo blueseiro monstruoso, muito mais com a cara de “Cinnamon Girl” do que de White Album.

E para terminar, a terceira noite do festival o ex-baixista do Pink Floyd, Roger Waters, aproveitou a apresentação para posicionar-se politicamente, principalmente contra o candidato à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump.

No telão, o rosto de Trump acompanhado da palavra “charada” apareceu enquanto Waters tocava “Pigs (Three Diferrent Ones)”. Foram projetadas imagens do republicano vestindo um capuz da Ku Klux Klan, grupo extremista dos Estados Unidos.

Um porco inflável gigante flutuava sobre o público com o rosto de Trump pintado na lateral, acompanhado pelas palavras “porco ignorante, mentiroso, racista, sexista”. Enquanto isso, o telão brilhava com a mensagem “Trump é um porco”.

Também foram feitas críticas à proposta de Trump de construir um muro na fronteira dos Estados Unidos com o México para impedir a entrada de imigrantes. Ao som de “Another Brick in the Wall, Pt.2”, 15 crianças subiram ao palco vestindo camisetas com os dizeres “derrube o muro”.

Waters ainda demonstrou apoio ao movimento Black Lives Matter e ao BDS, movimento palestino que incentiva boicotes e sanções contra o governo de Israel.

\m/ Long Live Rock! \m/

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